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 Estrada para Hogsmeade.

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Nadjya Hunter
Estagiário de Encantamentos
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Mensagens : 499
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Data de inscrição : 16/07/2011

MensagemAssunto: Estrada para Hogsmeade.   Sab Dez 10, 2011 5:31 pm

Para quem não sabe o amigo secreto surgiu entre os povos bárbaros, justamente porque durante o inverno, havia uma data onde trocavam presentes e enfeitavam pinheiros para homenagear os deuses. Ninguém do castelo partilhava da sua fé, logo o Yule era um evento solitário, sem música ou dança apenas mais uma noite gelada e escura de inverno.

Para tentar melhorar um pouco a situação, decidiu ir até o vilarejo de Hogsmeade, comprar um presente para si. Com certeza o embrulharia num tecido bem colorido e roubaria alguma guloseima da cozinha, era fácil, já que grande parte dos elfos a temia. Montou em seu cavalo devidamente encilhado, não gostava muito daquilo. Os povos do leste não usavam selas, claro que não viajavam tão rápido quanto o povo das ilhas, mas era um pouco mais digno.

Ninguém fez objeção a sua saída, afinal, naquele período as aulas eram temporariamente suspensas. No fundo gostava de ficar sozinha, não possuía aquela necessidade de estar sempre em contato, assim, poderia apenas contemplar o silêncio sem ser incomodada, quer dizer quase. Ouviu o som de galope, dobrando a estrada que levava até o povoado que ainda estava em formação. Olhou para trás, e por baixo da sua máscara improvisada fez uma careta.

O’Ciaran surgia sempre elegante com suas roupas impecáveis, não sabia se o ignorava ou se demonstrava toda a sua superioridade que a sua origem proporcionava. Desistiu rapidamente da ideia já que não possuía nada de refinamento, preferiu apenas fazer um aceno com a cabeça quando seus cavalos emparelharam.

-Milady. – Ele proferiu em resposta a sua iniciativa, cavalgando um pouco mais devagar do que o esperado.

-Angus. – Puxou o pano que cobria o seu rosto para que não atropelasse as letras e depois se voltou para o caminho.

-Não esperava encontrá-la sozinha, não se esqueça de que por essa estrada tem muitos salteadores. – Ele disse olhando para os lados como se procurasse por mais alguém. Realmente não era muito seguro para jovens desacompanhadas, mas ela não era comum, era uma bruxa e sabia muito bem empunhar a espada que repousava em sua cintura.

-Eu sei me cuidar muito bem, já estou prevenida contra ladrões e vagabundos. – O encarou pela primeira vez, mas não deixou de corar levemente. Sim, ainda o achava atraente apesar de suas inúmeras falhas. Não entendia a cabeça dos homens, todos eles eram complicados e conquistadores daquele jeito? Demonstravam interesse para magoar donzelas e depois se jogavam nos braços da primeira desocupada? Ao menos, Aberdeen e Angus apresentavam o mesmo padrão confuso de comportamento.

-Então a minha presença não vai te incomodar, ainda bem. – Ele se fez de desentendido apenas para aumentar sua irritação. O vilarejo estava próximo, Hunter apeou do cavalo e o amarrou a uma árvore para que ficasse bem preso, pelo menos se houvesse um bandido, este teria de ser um pouco mais esperto e forte para desfazer ou nó ou conseguir cortar a corda reforçada. O ladino fez o mesmo e entraram lado a lado na vila. Pelo menos a jovem fez questão de esconder sua enorme trança, não queria ser apontada com a “possuída” que causou tantas mortes, queria ser apenas comum. Comprar algo do seu gosto e sair rapidamente.

Andaram um pouco, o comércio estava parado, não havia muito o que vender, as portas permaneciam cerradas e apenas uma tenda com vestidos coloridos permanecia aberta, a pobre costureira não foi muito feliz durante o ano e agora tentava negociar com sonserina. Por poucos cobres Nadjya comprou um vestido azul. Não, ela não estava mudando de lado e se tornando uma daquelas princesinhas aborrecidas, queria alguma coisa decente caso precisasse viajar para o castelo do seu noivo.

-É bonito . – Disse para cutucar Angus que parecia interessado em seus afazeres. – Mas logo terei muitos desses, com tecidos mais refinados e provavelmente cheio de bordados. Sabia que é fácil se acostumar com a boa vida? Talvez seja hora de eu começar a abraçar os prazeres da corte.

-Então está decidida? – Ele parecia prestar mais atenção as próprias botas do que nas falas da moça. – Ele deve ser um ótimo partido apesar de gostar de pregar algumas peças.

-Que peças? – Ela parou por um instante. – Aberdeen é muito responsável. – Chutou uma pedra, sabendo que aquilo não era totalmente verdade. Ele a enganou por muito tempo, mas para os homens tal ato era algo normal, desrespeitoso durante o noivado, mas nada que uma pequena conversa não resolvesse. Era muito normal os homens terem concubinas, mulheres descartáveis que costumavam encher os pátios com crianças bastardas afim de conquistar um pouco de segurança financeira no futuro.

-A minha detenção por exemplo... – Dessa vez ele parecia mais preocupado com as próprias unhas.

-Agora você é inocente. – Ela respondeu irônica.- Olha eu não sei o que houve depois que eu desmaiei, eu até começo a duvidar de que realmente tenha agarrado Mirna a força, nenhuma garota passaria por isso e ficaria assim tão tranquila, pelo menos não no meu mundo. Mesmo assim, se houve alguma coisa foi porque você quis.

-Lógico eu sou homem. Se uma mulher se oferece, eu não vou recusar, confesso que da primeira vez foi algo do momento, mas depois foi algo normal. Sua amiga não é tão pura como você imagina.

-Por isso mesmo não me importo mais com essa porcaria de casamento. – Sua voz demonstrava um pouco de alteração. – Estou cansada de ouvir desculpas como, “eu de respeito e etc...” Isso é uma justificativa vaga, gostar, não gostar, tanto faz , desde que me deixem em paz.

-Então você é capaz de abrir mão do que você quer simplesmente por se conformar? Vai aceitar ordens, se comportar como uma lady e vai ter uma vida insípida, só porque te disseram que vai ser melhor pra todo mundo? E o que você realmente quer?

Os dois já estavam próximos aos cavalos novamente, Hunter prendia seu pequeno embrulho no lombo do seu animal, enquanto Angus argumentava. Sua paciência já estava se esgotando, não era o tipo de pessoa paciente. Agia por impulso e assim o fez, foi na direção do ladino, não puxou o gládio preso em sua cintura, ligeira segurou os ombros do rapaz que era mais alto e passou uma rasteira.

Ele a puxou durante a queda e por um momento ela achou que perderia a luta que havia iniciado, até que conseguiu, ou o rapaz deixou, que ela segurasse as mãos dele contra o chão enquanto este permanecia deitado. – Eu posso lutar pelo que eu quero, apenas não devo, porque tem coisas mais importantes do que sentimentos egoístas, não posso ficar correndo atrás de alguém que não me respeita, se eu tiver que enfrentar a minha família que seja de verdade. Já que essa pessoa não existe, não gastarei minhas energias. - Soltou as mãos do corvinal e rolou para o lado no chão úmido e gelado, seu peito ainda arfafa, precisava colocar as ideias no lugar.

-Você acha que não deve porque encheram a sua cabeça, fizeram com que acreditasse que os interesses dos outros eram mais importantes do que os seus, então se faz de guerreira, mas na verdade é apenas um cordeiro .

-Não ouse... – Ela respondeu ainda mirando o céu.

-Não preciso obedecer ordens. – Aquela resposta foi o gota dágua. Ela partiu novamente pra cima do corvino que aparou seus golpes. Mesmo assim ela não desistiu quanto mais ele a prendia, mais ela tentava lutar, por quanto tempo permaneceram dessa forma era quase impossível dizer, até que cansaram.

Teimosos do jeito que eram, mesmo cansados, não dariam o braço a torcer, muito menos se renderiam. Os corpos cansados, doloridos foram se tornando mais lentos, até que Nadjya soltou um suspiro demonstrando fadiga, os olhares se cruzaram e não houve um primeiro a tomar a iniciativa, foi mútuo.

Os lábios se encontraram num beijo intenso e demorado. Os dois ali no chão, na beira da estrada, protegidos apenas pelo inverno que afastava os viajantes. Ela nunca havia sentido nada igual, era uma avalanche de sensações todas ao mesmo tempo. Era por isso que as pessoas faziam loucuras? Se fosse, talvez valesse a pena, talvez...Por um momento sentiu paz, como se estivesse protegida nos braços de O’Ciaran, sentia-se pequena, mas ao mesmo tempo era bom saber que alguém estaria ali por ela.

Hunter, se afastou e viu um sorriso estampado no rosto do metamorfogo, não era de vitória, parecia ser o mesmo sentimento terno. Ela poderia responder, mas se contentou em passar acariciar o rosto do rapaz com uma expressão triste, tão perto, tão longe. Se desvencilhou do abraço e limpou suas vestes com rapidez. – Isso é traição.

- Você é livre para escolher o seu destino, Hunter. Só é traição se realmente estiver disposta a se sentir satisfeita em ser apenas uma das paixões da vida de seu nobre noivo.

_Não adianta, você nunca vai entender. As coisas não são tão fáceis assim. – Dessa vez o seu tom não era imperativo, havia até certa doçura na voz da sonserina. – Se ao menos...

-Sabe que eu tenho razão. – Nesse instante ele já havia se aproximado dos animais e puxado o cavalo pelo arreio, antes de montar ele tirou do seu alforje um embrulho em tecido rústico. Segurou por uns instantes e atirou na direção da bárbara de maneira que Angus sabia que ela conseguiria aparar facilmente. – Pra você.

Enquanto ele se distanciava em direção ao castelo, Nadjya desdobrou o tecido, era um enfeito de cabelo, uma espécie de pente elegante. Seus lábios se curvaram em um sorriso delicado. Com certeza usaria no salão principal, seria um outro segredo, esse ao menos, possuía uma grande chance de permanecer oculto.

off eu sei que o forum está em recesso, autorizado pelo player do angus, voltando parcialmente a ativa
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